Thursday, April 07, 2011

"There she goes, there she goes again..."

Despedidas são muito tristes para mim.

Grandes amigos meus estão espalhados pelo mundo e desde cedo eu convivo com esses momentos de despedidas e saudades eternas deles, matando de vez em nunca, aos grãos. Logo eu, que gosto de todo mundo perto, mesmo que nem toda hora.

Mais uma vez, contudo, quando eu pensava ter estabilizado tudo isso, ela vai embora. Logo ela, que parecia que já tinha 'abaianado' seu sangue com tanto dendê de tanto acarajé que ela comia no Campo Grande.

Ela volta para suas origens, mas deixa na minha vida um rastro de risadas, saudades, afinidades, desentendimentos, zoação e mais saudades...

Etapas, processos, fases... Tudo isso é muito bom, mas nunca tomamos anestesias quando chegam os momentos das transições. As fases onde tudo dói, até o sentimento mais bonito.

Eu estou sentindo tanta saudade que não sei nem demonstrar, desvio o olhar, finjo que é natural. Mas, mais uma vez, dói, e eu sinto que eu queria poder voar para perto do lugar onde a saudade morreria.

Minha forma de lidar com esses sentimentos é meio escapista, eu sei. Estranha, talvez. Só percebo eles de fato, o quanto eles estão me incomodando, bem depois, quando, de um jeito teimoso, cai uma lágrima e meu coração dispara sem rédeas. Geralmente nesse momentos eu me percebo sozinha, em um ambiente todo meu, com portas hermeticamente fechadas, com o silêncio de uma música que toca e me sufoca por dentro. Saudades.

Estou no Grooveshark, ouvindo e conhecendo um bocado de coisa, só porque preciso fazer o melhor CD do mundo.



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